1 de julho de 2011

* Sobre Todos os dias o povo come veneno: Como alimentar 7 bilhões?



Horta do Instituto Anima

Recado sobre Educação Ambiental e Agroecologia nas Redes do BR

Mauro Schorr (Orua)

Está certo sendo um sonhador, um visionário, frente ao egoísmo humano ou desumano, o egocentrismo economicida de nossa pretensa civilização, que nada mais é do que um banquete de bilionários manipulando e escravizando 85 % dos que tentam ser tambêm milionários para começar, na grande luta da humanidade em crescer sua voraz economia a todo custo e a pleno vapor

Seleção Brasileira é o exemplo: Come as nossas custas, 15 tipos de saladas não orgânicas e mais 15 tipos de pratos quentes, duas vezes ao dia, algo totalmente desnecessário, mas usado para atenuar as feridas da alma coletiva brasileira, já em pedaços, de tanta insensatez política e desenvolvimentista, profundamente exploratória e escravizadora do povo, com mais de 40 % de impostos sobre tudo que é produzido no país

Os hotéis fazem o mesmo, o padrão patronal Luis XV do consumo, e as grandes churrascarias, mantem 15 tipos de saladas, 15 de massas, 20 de carnes, 20 de sobremesas, e final do dia, jogam tudo para porcos, e há leis, que já proíbem isso, e se joga fora desta forma tanta riqueza em aterros, as minhocas e os catadores, agradecem

Os ricos consomem de 15 a 50 vzs mais do que os pobres, não se preocupam em reciclar seu lixo, sua água, e sua consciência, muito poucos fazem algo notável neste sentido com o pleno poder e capital que possuem, e deveriam ser exemplos

Agricultura e educação ambiental, quase nunca estão juntas, os educadores acham que agricultura é menos importante do que a preservação dos bichos, suas trilhas, o bem estar e a alta lucratividade de suas ongs ambientais, de seu padrão de vida elevado, há uma visão dominante burguesa ainda muito presente, tanto no MMA como nas universidades, onde a vida simples e mais desapegada, ética e coerente, como o que fartamente em muitas línguas, lê-se, escreve e se pode viver, é muita rara ainda de se encontrar no Brasil, e quem a vivencia, é sumamente desprezado pelo sistema local, que age mais como uma colônia robotizada neo-liberal norte americanizada, traduzindo, uma nação continental, sendo ainda saqueada, direta e indiretamente, pelo capitalismo internacional, doa a quem doer, esta é a verdade, que ninguém mais quer ou tem saco para combater

Por isso que falam de coisas a maioria irrealizáveis, inúteis, e que não transformam nada, mas perpetuam as causas de nossa destruição, paulatinamente, com modelos de desenvolvimento, que vão explodir


Erosão em monoculturas no Paraná

 

      Flagrante de limpeza de Bicos


 

Homem na Lua, extraterrestre no Planeta Terra? 

Isso aqui contamina tudo, regiões inteiras, silencia a vida


 

Árvore de erosão e destruição

O modelo hipnótico do ter e não ser produz isso?  


Futura raça humana ou animal ?


Então se hoje o agronegócio desmata e queima tudo, joga fungicida e dessecante, não deixa nenhum pé de árvore, e ainda luta para acabar com a reserva legal e a reserva permanente, onde vão viver os outros filhos menos extraterrestres na mãe terra?

Formigas, gafanhotos, lagartas, besouros, sapos, cobras, abelhas, cupins, vermes, fungos, estão a mais tempo do que a gente e muito mais especializados e adaptados, são mais resistentes por serem mais mutantes geneticamente, e aí, onde é que estes caras vão comer em grandes monoculturas?

Por que o delírio no Brasil, via TV Band, e se ver na tela as grandes plantações de soja e algodão, em tudo que é lugar, agora na Amazônia, e as mansões dos colonos, que andam de pick ups novas, alto padrão de vida e de consumo, tudo bem, esta é a nossa raça, a cultura do conforto, da evolução do PIB e da qualidade de vida, tão enfocada pelo PT, mas e o custo ambiental, social, ecológico, vai venenos abaixo?

150 lts de veneno/há, 6 lts de veneno/habitante, 30 % de aumento de câncer no Brasil em 10 anos, a qualidade dos alimentos e sua energia biovital, é uma porcaria, muito longe de realmente nos alimentar e mais do que isso, nutrir, sadiamente

Agroecologia em grande escala dá muito certo, mas precisa de áreas nativas, corredores naturais, sistemas agroflorestais, a poderosa permacultura, muito menos ganância, elitização, e produz em geral em volume a mesma coisa, mas com mais qualidade e tem uma grande vantagem: tem um preço mais justo, e melhor, a diferença, é que não possui bi e zilhões em investimento em pesquisa ainda, por que as mega empresas vão perder as % de mercado. Setor de sementes: 95 % quem domina é a Monsanto, Agroceres, e fim, com os outros !

Black out na segurança alimentar no planeta, ninguém está nem aí, serem refêns de multinacionais dos alimentos, vamos pular carnaval... beber cerveja transgênica, enchendo a barriga, está bom, uma piada !

Estudem mais esta questão. Você diz, afinal o sr. é muito apoiado pelos grandes rapinadores do planeta, os banqueiros, que não há argumentação científica para se alimentar 7 bi de seres humanos, pois comece a diminuir os desperdícios de produção, de nutrição, de uso das coisas em geral, só ai teremos 50 a 70 % de economia, por que esta nossa nação é a campeã do desperdício em todos os sentidos, e depois, ensine aos agro-mega-produtores, que podem diversificar as suas produções em policultivos e consórcios inteligentes, e para isso vão necessitar de mais mão-de-obra, que precisa sair das favelas das cidades, governos sérios dos trabalhadores, deveriam incentivar isso, mas não querem trabalhar, para valer


Compostagem em Policultivos, Instituto Anima


Um dia muito cético como vocês, fui num congresso nacional de agricultura alternativa, encontrei 400 pesquisadores ensinando uma eco-agricultura sustentável plena em sabedoria milenar científica e atualizada, foi uma luminosa explosão

Outra coisa, conhecem a teoria da Trofobiose, estudem, e das Nitrosaminas, e há coisas piores acontecendo, com a da Vaca Louca, e os plásticos na cadeia alimentar, e vamos ser mais escravos com a nanotecnologia, e tudo bem, a alimentação natural orgânica ainda não é importante na educação ambiental, haja visto os eventos que participei, todos fornecem de lanche refrigerantes e salgadinhos fritos com bastante carne, tipo pasteizinhos, coxinhas, e muito docinho industrializado, que palhaçada é essa na EA moderna, quanta ilusão e incoerência, desprezo a vida orgânica sendo traduzida como poesia em pratos de uma culinária viva, que precisa fazer parte de nosso sangue e suor, e na educação de nossas crias. Os eventos de EA precisam ser modelos, mostrarem o melhor para educarem os educadores, e o resto da fauna humana


Percebí que a maioria dos educadores ambientais são rígidos, mais limitados ainda em sua busca espiritual e na mudança nutricional, possuem hábitos e valores materialistas convencionais, sabem por que? Esta coisa da transversalidade para mim foi mais um jogo das grandes maçonarias iluminatis que mandam no mundo e na educação dos países do III mundo, e portanto, os reais educadores ambientais mais alternativos e ecologistas, não puderam participar das escolas, por que não foram aceitos, ou foram expulsos, por comportamentos, diferentes e mais libertários e coerentes


Assim fica o recado, vou mandar em anexos alguns textos para quem quiser aprofundar estes estudos


O custo de um trabalho destes hoje no planeta é a paz tanto minha quanto de muita gente, por que há um império muito negativo atacando as pessoas que possuem uma postura de verdade e compromisso com um saudável futuro para todos nós, espero que possamos formar uma corrente de luz para quebrar com estas forças que estão escravizando nossa sociedade, tomem cuidado com governos, mídias, igrejas e principalmente, seitas


Lugar de ecologistas não pode ser sepultados, em lápides, nossa sociedade precisa valorizar este tipo de cidadania, em escala nacional, urgente

 
Lavouras em Policultivos do Instituto Anima

 

Mandiocas de 1 a 1.5 ms que colhemos

Esta matéria não tem fundamentação cientifica.

De acordo com os especialistas, não existe mágica para produzir alimentos em países tropicais como o Brasil com milhares de pragas (fungos, insetos...) que se proliferam facilmente em clima tropical (alta umidade, alta temperaturas. .).

A Holanda, por exemplo, consegue produzir batatas boas para fritura (crocantes) usando pouco veneno, mas quando estas mesmas batatas são plantadas aqui, requerem pelo menos 13 tipos de potentes fungicidas e as sementes (importadas da Holanda) só podem ser replicadas 3 vezes (de tantas doenças que pegam).

Ninguém usaria veneno se não fosse necessário. Veneno custa caro e aumenta consideravelmente os custos de produção. Os produtores (pequenos, médios, grandes) evitam ao máximo aplicar veneno. Só quando o ataque atinge um certo percentual, eles fazem a aplicação. Tanto é que, geralmente, os produtores não deixam espaço (na cultura de soja, feijão, amendoim...) para a entrada de tratores (p/pulverizaçõ es). Somente quando o ataque de uma praga ameaça uma fração significativa da lavoura, eles pulverizam, sacrificando uma carreira em cada cinco (que são esmagadas pelas rodas do trator).

Os Estados Unidos começaram a reduzir os venenos a partir de 1978, mas por causa da tecnologia, sobretudo dos transgênicos.

Muitos se iludem com a experiência de produzir alimentos em pequena escala (quintal de casa, pequenas hortas...) onde a infestação de pragas não ocorre ou é facilmente controlada mecanicamente. Agora, quero ver produzir alimentos para 7 bilhões de pessoas sem usar a tecnologia dos agrotóxicos.

Se a população humana fosse de apenas 500 mil habitantes, talvez fosse possível produzir alimentos sem veneno.

Germano

4 comentários:

Antonioni disse...

Meu amigo,


Tudo que voce postou eu concordo.
Fico feliz por ter pessoas como voce.
Espero um dia poderemos fazer algo juntos.
Abracos,

Antonioni

sergiorum disse...

Mauro
è muito bom aprender com você, é muito bom saber que podemos viver de forma mais humana e menos robotizada.
Parabéns!
Quero conhecer seu sítio no Campecha! É possível?

Orua do Instituto Anima disse...

Claro que é possível uma visita, tem que ligar antes no 48 3338 2267 - 8442 7424

Maria de Lourdes Giampaolo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.